Endométrio: o que é, função, espessura na gravidez

Entenda o funcionamento do endométrio e aprenda a identificar possíveis causas de uma dificuldade de engravidar, além de alterações e doenças relacionadas


O endométrio é um tecido que se encontra localizado na parede interna do útero. Apesar de não ser muito conhecido entre a maioria das mulheres, ele é fundamental para que a gravidez se inicie, além de nutrir e proteger o bebê durante as primeiras semanas de gestação.

Continue lendo para entender sobre os mistérios que envolvem a função do endométrio no corpo da mulher, as alterações pelas quais ele passa durante o ciclo menstrual e qual a espessura ideal para que a gravidez seja possível.

Além disso, veja quais são as doenças mais comuns que podem afetá-lo e como fazer para identificá-las.

   

O que é endométrio e qual a sua função?

O endométrio consiste em uma membrana mucosa que reveste o útero por dentro. Essa camada é irrigada por vasos sanguíneos e passa por alterações que acontecem por causa de estímulos hormonais.

Os hormônios são liberados pelos ovários para que os folículos dentro deles possam crescer e amadurecer, fazendo com que a mulher ovule e possa engravidar.

A produção de sangue é estimulada pelos hormônios e faz com que a parede uterina fique mais espessa ao longo do ciclo menstrual.

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A função principal do endométrio é receber o embrião, que se fixa na parede uterina no processo conhecido como implantação, levando ao seu desenvolvimento. Nas primeiras semanas de gestação, é no endométrio onde o embrião recebe os nutrientes necessários.

Além disso, é nessa camada onde ocorrem as primeiras mudanças morfológicas, o que é possível devido à liberação dos hormônios progesterona e estrogênio pelos ovários.

Após a formação da placenta, o endométrio fica responsável por realizar o transporte do oxigênio e dos nutrientes da mãe para o bebê em formação.

endométrio
(Foto: Sonhada Maternidade)

Quando o óvulo não é fertilizado ou não há a implantação do embrião, o endométrio passa por uma descamação, o que resulta no sangramento que é chamado de menstruação. Ou seja, pode-se dizer que o endométrio consiste na menstruação propriamente dita.

Ao final da menstruação, a camada começa um novo processo de espessamento até chegar ao pico máximo. A partir de então, uma nova descamação acontece até que o endométrio se desprenda e seja expelido do útero novamente, repetindo o ciclo menstrual.

Alterações no endométrio

As alterações no endométrio acompanham o ciclo menstrual da mulher. Isso significa que todo mês a mulher que está em idade reprodutiva (após a menarca e antes da menopausa) passa por essas alterações, que são divididas em 3 fases:

Fase proliferativa

Quando um novo ciclo menstrual se inicia, o endométrio se encontra quase todo descamado, o que é o resultado da menstruação que ocorreu anteriormente.

O hormônio estrogênio é secretado pelo ovário, fazendo com que as células epiteliais e células do estroma se proliferem.

Ou seja, a liberação desse hormônio faz com que a espessura do endométrio dobre ou até mesmo triplique. Dessa forma, há a preparação para que o endométrio possa receber o embrião.

Fase secretora

Nessa fase, há o aumento na quantidade secretada de estrogênio e progesterona. A espessura do endométrio se torna ainda maior, aumentando de 4 a 6 vezes o tamanho que tinha no início do ciclo.

Ele se torna adequado para receber o óvulo fertilizado, produzindo as reservas de nutrientes necessárias para manter e nutrir o embrião.

É nessa fase que ocorre a alteração no muco cervical, fazendo com que a secreção mais grossa se torne mais fina e com uma consistência aquosa. Após a luteinização (processo que leva à formação do corpo lúteo), a secreção volta a engrossar.

Fase menstrual

Nessa fase do ciclo, o endométrio perde um pouco do seu formato. Como ele não recebeu o embrião, a quantidade de hormônios é reduzida de maneira brusca, levando à diminuição da irrigação sanguínea.

Isso faz com que a espessura do endométrio também comece a diminuir.

o que é endométrio

Aos poucos, ele começa a se soltar da parede do útero, levando ao fluxo menstrual. Há vezes em que o endométrio pode ser observado junto ao sangue menstrual como uma linha branca e fina.

O ciclo recomeça e o endométrio que se desprendeu é então substituído por outro.

Qual a espessura normal do endométrio?

Durante o ciclo menstrual, o endométrio passa por variações em sua espessura. Isso significa que essa camada mucosa das mulheres que estão em idade fértil apresenta diferentes espessuras.

Conheça essas variações a seguir:

  • Menstruação: entre 1 e 4 mm de espessura;
  • Fase proliferativa: na 1ª semana do ciclo a espessura varia entre 2,5 e 6 mm. Na 2ª semana do ciclo pode chegar a 9 mm;
  • Ovulação: entre 10 e 15,9 mm;
  • Fase secretória: entre 6 e 14 mm.

Após o parto, a espessura normal do endométrio possa a alcançar 11 mm. Quando a mulher chega na menopausa, a espessura normal chega a até 5 mm.

Fatores como terapia de reposição hormonal e histórico clínico da mulher podem fazer com que haja uma variação na espessura.

Endométrio espessado

A hiperplasia endometrial (mais conhecida como endométrio espesso ou espessado) consiste em uma condição onde o endométrio aumenta sua espessura além do normal.

Desse modo, ao invés de ter cerca de 5 mm, por exemplo, chega a ter 15 mm.

Em geral, essa alteração é causada pela quantidade elevada de estrogênio ou pela falta de progesterona produzidos pelo organismo. Outros fatores que também podem levar ao quadro de endométrio espessado são:

  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Terapias hormonais de estrogênio sem o uso de progesterona.
endometrio na gravidez
(Foto: Vencer o Câncer)

O diagnóstico é feito por meio de um ultrassom transvaginal. Além disso, alguns sintomas podem ser observados, sendo eles relacionados com o ciclo menstrual:



  • Dor na região pélvica;
  • Secura ou corrimento vaginal;
  • Taquicardia;
  • Aumento na quantidade de pelos no corpo;
  • Sensação de dor nas relações sexuais;
  • Sangramento que aparece entre os períodos menstruais;
  • Menstruação que dura muitos dias ou que apresentam muito sangramento.

As mulheres que apresentam um endométrio espessado podem engravidar, mas é possível que demore mais tempo para isso acontecer. Por esse motivo, é importante o diagnóstico e o tratamento, que costuma ser à base de hormônios e é feito de maneira individual para cada paciente.

Endométrio na gravidez

A espessura do endométrio é fundamental para que a gravidez aconteça, pois quanto maior for a espessura, maiores são as probabilidades de a mulher engravidar.

O mínimo para que o embrião possa se implantar é de 5 mm ou 6 mm, já a medida ideal é de 8 mm ou mais.

Se a espessura for muito fina, não é possível que o óvulo fecundado seja recoberto, o que impede que ele se fixe e se desenvolva. Quando isso acontece, a gravidez se interrompe em poucas semanas.

Por conta disso, no caso de a espessura do endométrio ser abaixo do valor ideal, é necessário ter o acompanhamento médico.

Mulheres que têm descontrole de estrogênio podem encontrar dificuldades para engrossar o endométrio de maneira natural, enquanto as que têm baixa de progesterona podem   engrossá-lo, mas o endométrio pode não segurar o embrião até que ele se fixe na parede uterina.

endometrio espessura

O médico poderá prescrever medicamentos com a finalidade de aumentar a espessura, com o Ultrogestan, Duphaston ou Evocanil, que permitem que a gravidez se desenvolva.

Para evitar a ocorrência de um aborto, muitas vezes é preciso fazer uma reposição hormonal.

Quando a mulher está grávida, o endométrio fica mais grosso e pode dar sinais de que houve a fixação do óvulo na parede uterina, como pequenos sangramentos de coloração semelhante a uma borra de café.

Isso acontece devido a implantação do óvulo no endométrio, que provoca uma pequena descamação.

Com a liberação do estrogênio e a progesterona, o endométrio se transforma para dar origem à placenta, responsável por enviar os nutrientes essenciais da mãe para o bebê.

Doenças relacionadas ao endométrio

Apesar de o endométrio fazer parte do processo de gerar uma vida, essa membrana pode apresentar problemas, como qualquer outra parte do corpo.

Confira quais são as principais doenças que estão associadas ao endométrio:

Endometriose

Essa doença tem como característica a formação do endométrio fora do interior do útero, fazendo com que afete outros órgãos, como ovários, trompas, intestinos e bexiga.

Ela atinge cerca de 15% das mulheres que estão em idade reprodutiva e pode fazer com que fiquem estéreis.

Entre os sintomas de endometriose é a dor pélvica (que pode levar a doença a ser confundida com uma cólica menstrual) e a presença de um sangramento fora do período menstrual.

Câncer de endométrio

O câncer de endométrio pode ocorrer em mulheres acima dos 60 anos de idade, onde acontece o desenvolvimento de células anormais no revestimento do útero.

Essa doença também é caracterizada com sangramentos fora de hora e pode acontecer até mesmo depois da menopausa, quando é esperado que o revestimento endometrial pare de crescer.

endometrio espessado

Entender o funcionamento do endométrio durante o ciclo menstrual é algo fundamental para que a mulher entenda mais a respeito do seu próprio corpo.

Para prevenir e diagnosticar precocemente algum tipo de doença nessa região, é imprescindível consultar o ginecologista regulamente.

Referências

invitra.pt/endometrio

ivi.net.br/blog/endometrio-espesso

soumamae.com.br/o-que-e-o-endometrio

cademeunenem.com.br/afinal-o-que-e-o-endometrio

trocandofraldas.com.br/endometrio-e-gravidez-casamento-perfeito

superciencia.net/mais-lida-da-semana/?utm_source=backredirect-dietaebeleza

sodelas.com.br/noticia/o-que-e-endometrio-onde-fica-e-quais-sao-suas-principais-alteracoes

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