Como cortar o cordão umbilical do bebê?

Descubra o que é, qual a função, como cortar e principalmente como cuidar do cordão umbilical do bebê


O cordão umbilical é o elo de ligação entre a gestante e o bebê em desenvolvimento na placenta. Ele é feito de uma substância gelatinosa e muito flexível que o protege, chamada geleia de Wharton, além de conter duas artérias e uma veia.

Ele é o responsável por enviar tudo o que o feto precisa para que o seu crescimento no útero aconteça da melhor forma.

A formação do cordão começa no primeiro trimestre da gravidez e deixa de ter uso logo após o nascimento da criança. A partir de então, alguns cuidados básicos devem ser tomados para evitar que aconteça uma infecção na região.

   

Saiba mais a respeito do cordão umbilical, quais são os cuidados necessários e a importância que ele tem para o bebê quando ele ainda está no ventre.

O que é cordão umbilical?

O cordão umbilical é uma estrutura caracterizada por um cordão longo, formado por veia, artérias e um material gelatinoso, servindo para conectar o bebê à placenta.

No início da gestação, ele é constituído por vasos sanguíneos, que se unem para formar um sistema vascular e, posteriormente, o cordão umbilical.

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 cordão umbilical no pescoço

Ele é muito importante para o desenvolvimento do bebê, pois é através dele que o feto se liga à placenta e assim recebe todos os nutrientes que são necessários para se manter vivo e crescer. Além disso, é também por meio do cordão que o bebê respira, pois tem acesso ao sangue rico em oxigênio e elimina o sangue rico em gás carbônico.

Qual a função?

A função do cordão umbilical é garantir que o feto receba a nutrição necessária por meio da alimentação da mãe. Ele também é responsável por realizar a troca gasosa, transportando o sangue rico em oxigênio e eliminando o sangue rico em gás carbônico. Por esse motivo, pode-se dizer que o cordão desempenha o papel dos pulmões (que ainda não funciona).

É na placenta que o feto recebe o oxigênio e os nutrientes vindos da mãe. O sangue, já devidamente nutrido e oxigenado, é então encaminhado para o bebê por meio da veia umbilical.

Além de também ser através dele que o organismo do bebê libera as substâncias a serem eliminadas. A eliminação de tais dejetos será feita pelo organismo da mãe pelos fígados e rins.

Como se forma o cordão umbilical?

Por volta da oitava semana de gestação, o óvulo fecundado (que se encontra fixo na parede uterina) passa a desenvolver pequenos vasos sanguíneos. Esses vasos, que recebem o nome de vilosidades coriónicas, são o princípio do cordão umbilical e responsáveis pelo transporte dos nutrientes e também do oxigênio para o bebê.

Onde está ligado o cordão umbilical?

O cordão é formado em uma abertura no estômago do feto e se conecta com a mãe através da placenta. Estendendo do umbigo do feto até a face fetal da placenta (a placenta apresenta duas faces, uma que é voltada para o bebê e outra para a mãe).

A face que é voltada para o bebê é onde sai o cordão umbilical, enquanto a outra face é grudada no útero.

Após o nascimento da criança, será cortado em quase a sua totalidade e assim formará o umbigo do recém-nascido.

o que é cordão umbilical

Quanto mede o cordão umbilical?

Quando o bebê nasce, em geral o cordão tem 2 cm de diâmetro e entre 50 a 60 cm de comprimento, o que pode variar de uma pessoa para outra.

Ter o cordão muito curto ou muito longo, ou ainda com pouca geleia de Wharton, pode acarretar em problemas na comunicação entre a mãe e o bebê, como o mal funcionamento da placenta ou diminuição do líquido aminiótico.

Quantas artérias e veias têm o cordão umbilical?

O cordão umbilical apresenta duas artérias (artérias umbilicais) e uma veia (veia umbilical). As artérias servem para remover o sangue rico em gás carbônico do feto para a placenta e também os produtos de eliminação (que são levados para a corrente sanguínea da mãe e expelidos por meio dos rins).

Já a veia, que é mais larga do que as artérias, tem uma espessura mais fina e, por isso, é mais frágil. Ela cumpre a função de levar o sangue rico em oxigênio para o feto, além de anticorpos que também passam da corrente sanguínea da mãe para o bebê.

Além disso, o cordão é envolvido por uma membrana de aspecto gelatinosa chamada Wharton, que serve para proteger os vasos umbilicais de qualquer ação, como no caso de uma compressão.

Na parte externa ao cordão umbilical há uma camada de âmnio, que consiste em uma membrana que envolve o feto para protegê-lo contra possíveis choques, desidratação e bactérias.

Que tipo de sangue circula no cordão umbilical?

O sangue no cordão umbilical contém uma grande quantidade das chamadas células-mães (ou stem-cells). Além disso, também é formado por outros componentes presentes na corrente sanguínea, como plaquetas, glóbulos brancos e glóbulos vermelhos.

O sangue que está presente no cordão é o mesmo do bebê. Por isso, após o bebê nascer, é possível descobrir a tipagem sanguínea por meio de uma amostra coletada do cordão umbilical.

É importante conhecer o fator sanguíneo da criança para o caso de alguma emergência médica com a necessidade de realizar uma transfusão sanguínea, por exemplo.

como cortar o cordão umbilical em caso de emergencia
(Foto: Babysitio)

Há algumas décadas descobriu-se que o sangue do cordão umbilical contém diversas células que podem ser usadas para transplantes de medula óssea, as chamadas células-tronco.

Por esse motivo, esse sangue muitas vezes é recolhido nas maternidades e fica armazenado sob refrigeração em um banco de sangue para ser doado quando necessário, como no caso de um tratamento de leucemia.

Como o bebê se alimenta antes da formação do cordão umbilical?

Antes da formação do cordão umbilical, o bebê se alimenta por meio dos vasos sanguíneos, que começam a se formar no útero por volta a oitava semana de gestação (chamados vilosidades coriónicas).

É por eles que é realizado o transporte de todos os nutrientes e oxigênio para o bebê. Esse transporte é possível porque esses vasos sanguíneos penetram no endométrio, que é a membrana mucosa que reveste a parede do útero.

Cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê

Quando o bebê está dentro do ventre, ele fica se movimentando e dando voltas, o que pode fazer com que o cordão umbilical acabe se enrolando em seu pescoço. O nó geralmente é formado no início da gestação.

Isso é mais comum no caso de bebês muito grandes ou cordões que são muito compridos. Entre os outros fatores que podem estar associados está a quantidade excessiva de líquido amniótico e também a falta de nutrientes recebidos durante a gestação.

Como o líquido amniótico mantém o cordão sempre lubrificado e com isso mais frouxo, na maioria dos casos o nó não traz nenhuma consequência para o bebê durante toda a gestação, entretanto, durante as contrações e no momento do parto poderá haver o comprometimento do fluxo sanguíneo, com o risco de morte do bebê.

O problema pode ser identificado quando a gestante realiza uma ecografia, que geralmente é feita a cada trimestre. Se o cordão estiver enrolado no pescoço, é feita uma verificação da atividade e ritmo cardíaco do bebê.

cordão umbilical enrolado no pescoço do bebe
Foto: Phununews

É por esse motivo que, quando o médico consegue detectar a presença do nó durante o ultrassom, há a preferência por realizar o parto através de uma cesárea.

Há vezes em que o cordão fica ao redor do pescoço durante o trabalho de parto. Se isso acontecer, ele é afrouxado pelo médico para permitir que os ombros do bebê passem pelo pavimento pélvico.

Nesse momento, quando a cabeça da criança começa a aparecer, por regra os médicos inserem um ou dois dedos próximo ao pescoço e verificam se o cordão está em volta do pescoço. Caso não esteja muito apertado, o parto segue normalmente e, tão logo se dê o nascimento, o cordão é retirado rapidamente.

Em outros casos é necessário fazer uma cesariana. A frequência cardíaca do feto é monitorada durante o trabalho de parto, possibilitando avaliar o bem-estar do bebê, permitindo que ele nasça com segurança.

Ver que o cordão está enrolado no pescoço durante um ultrassom não deve ser motivo de receio por parte dos pais, já que o bebê se movimenta muito na barriga da mãe e, inclusive, utiliza o cordão umbilical como um brinquedo, apertando, soltando e mudando-o de posição dentro do útero.



Estima-se que cerca de um terço dos bebês nasçam com o cordão umbilical enrolado no pescoço, o que, apesar de todo a preocupação que essa ocorrência traz, geralmente não acarreta em nenhum problema para o bebê por cauda da flexibilidade que possui e porque o bebê ainda está recebendo oxigênio através da mãe.

Como cortar o cordão umbilical

Antes do corte ser feito são colocados dois clampes no cordão umbilical, que são pequenas estruturas fixadoras. Eles são posicionados com uma distância de dez centímetros e, em seguida, o médico realiza o corte entre eles.

cordão umbilical é ligado onde
(Foto: Pluska)

O corte é feito deixando entre 2 a 3 cm do cordão ainda preso ao bebê e, para finalizar, é feita a laqueação do cordão. Esse processo não provoca nenhuma dor, pois não há terminações nervosas no cordão. Se o pai da criança desejar, o médico pode orientá-lo para cortar o cordão.

Há controvérsias a respeito do momento adequado para realizar o corte do cordão. Enquanto alguns especialistas afirmam que o melhor momento para fazer o corte seja logo após o nascimento do bebê, há outros que defendem que o recomendado é aguardar alguns minutos.

De acordo com aqueles que defendem que o corte deve ser feito mais tarde, esperar contribui para a saúde dos bebês no início da sua vida.

A razão para isso seria porque, ao nascer, o bebê precisa de alguns minutos para que os pulmões comecem a funcionar. Se o corte for feito de forma imediata, os pulmões precisam começar a funcionar de maneira muito rápida, o que alguns acreditam ser prejudicial.

Esse pedaço do cordão restante, chamado de coto umbilical, deverá ficar sempre limpo e seco, evitando o contato com as fezes e a urina, além de protegido para que não seja arrancado abruptamente.

A queda do coto ocorrerá naturalmente, na maioria dos casos ainda na primeira quinzena de vida do bebê, quando finalmente o umbigo ficará em seu formato definitivo.

O que acontece após o nascimento, quando o cordão é cortado?

Após o parto, o cordão umbilical é cortado pelo obstetra, já que o recém-nascido se encontra maduro o suficiente para poder respirar e receber os nutrientes necessários por conta própria.

como cortar o cordão umbilical de um recem nascido

Depois de o cordão ser cortado, o restante é puxado, o que faz com que a placenta seja deslocada do útero. A seguir, tanto o cordão como a placenta geralmente acabam sendo descartados.

Cuidados com o cordão depois do parto

Após o parto, o coto umbilical do recém-nascido (ou seja, a pequena parte do cordão), permanece preso ao bebê por um tempo, que pode ser de 1 a 2 semanas, até secar e cair. Durante esse período, é fundamental que ele receba um cuidado especial para que, dessa forma, seja possível evitar irritações e infecções.

Confira a seguir algumas dicas essenciais de como cuidar do cordão umbilical:

Faça a limpeza da região

Sempre que a fralda precisar ser trocada, a limpeza deve ser feita de forma delicada, usando um algodão para fazer a remoção dos resíduos líquidos que estiverem acumulados. Como o cordão não tem terminações nervosas, não é preciso ter receio de que essa limpeza acabe machucando o bebê.

Apesar de o uso de álcool ter sido comum antigamente, hoje em dia não é recomendado pelos especialistas, pois pode causar irritação na pele do bebê e ainda atrasar o tempo de cicatrização.

Mantenha a área seca

Para que o cordão seque mais rápido, é preciso deixar a região exposta ao ar com maior frequência para que, desse modo, o processo de cicatrização seja acelerado.

Para que isso seja possível, o recomendado é usar fraldas para recém-nascidos que possuem um corte especial ou então dobrar a fralda abaixo do cordão. Isso também vai evitar que o coto fique irritado.

Apenas dê banhos de esponja

Enquanto o coto umbilical não tiver caído, o recomendado é que que o bebê tome banhos rápidos usando uma esponja. Dar banho na banheira infantil ou na pia faz com que o cordão acabe sendo submergido, o que atrasa a cicatrização.

Se for dar banho no bebê, é preciso evitar que a região do cordão umbilical seja esfregada, pois pode causar uma irritação. Além disso, a região deve ficar totalmente seca após o banho.

cordão umbilical

Deixe que o cordão caia naturalmente

Mesmo que o cordão esteja bem seco ou pendurado apenas por um fio, o melhor é evitar tentar arrancá-lo. O ideal é que ele se seque e caia de forma natural, evitando qualquer tipo de dano.

Problemas com o cordão um umbilical

É muito importante prestar atenção se o cordão umbilical apresenta algum sinal de alerta, o que pode significar uma infecção. Veja a seguir quais são esses sinais e quando é necessário informar ao médico:

Um dos sinais de infecção do coto umbilical é quando ele passa a exalar um mau cheiro, solta um pus de tonalidade amarelada ou então fica vermelho e inchado ao redor.

O médico deve ser avisado o quanto antes para indicar o melhor procedimento a ser feito, pois uma infecção no cordão pode ser uma situação grave.

Também pode acontecer de a vermelhidão ao redor do coto ser causada por conta de uma irritação na pele. Se esse for o caso, não á a necessidade de que o médico seja informado.

Para verificar se a causa é uma irritação, o coto deve ser gentilmente empurrado para longe da área afetada.

Se, com o passar de algumas horas a vermelhidão não se ampliar, a irritação vai se resolver por conta própria após algum tempo. Mas se a vermelhidão aumentar, o médico deverá ser informado rapidamente.

Se notar algumas gotinhas de sangue saindo do umbigo do bebê, não há motivo para preocupação, pois isso é algo normal. Para que o sangramento pare, basta pressionar um pouco a região.

Se mesmo assim o sangramento não parar por mais de cinco minutos, o indicado é que o médico seja informado.

Após a queda do cordão umbilical, um nódulo ou caroço pode ser observado na região onde ocorreu a queda. Esse nódulo, que apresenta um aspecto avermelhado e úmido, pode ter um leve gotejamento. Isso não se trata de uma infecção, mas do chamado granuloma umbilical.

Isso pode ser tratado por meio de uma cauterização, que é feita com a aplicação de nitrato de prata na região, de forma a queimar o tecido. Esse processo é indolor, já que não existem terminações nervosas na área.

Com todos os cuidados, o cordão umbilical do bebê vai secar da forma correta e sem nenhum tipo de complicação. Depois de algum tempo, o umbigo da criança será única recordação dele.

Referências

mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/cordao-umbilical.htm

pampers.com.br/recem-nascido/cuidados/artigo/cuidado-com-o-cordao-umbilical-do-bebe

maemequer.pt/estou-gravida/como-cresce-o-bebe/dentro-do-ventre/cordao-umbilical/

maemequer.pt/estou-gravida/saude-e-bem-estar/complicacoes-na-gravidez/cordao-a-volta-do-pescoco/

portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/esporte/a-importante-funcao-do-cordao-umbilical/39209

revistacrescer.globo.com/Gravidez/Desenvolvimento-do-bebe/noticia/2014/02/mitos-e-verdades-sobre-o-cordao-umbilical-enrolado-no-pescoco-do-bebe.html

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