Cardiotocografia – O que é, quando fazer?

Ava​liar a vitalidade fetal com precisão é primordial e obrigatório em exames pré-natais.

A CTG (cardiotocografia) é um desses exames, que nada mais é que um método de avaliação da vitalidade fetal, ou seja, o bem-estar fetal, estudando simultaneamente a frequência cardíaca do feto, os movimentos fetais e as contrações uterinas, no intuito de investigar a hipóxia fetal.

Há dois tipos de cardiotocografia: a anteparto (feito em qualquer período após as 28 semanas de gestação, de preferência após as 37 semanas, para avaliar os batimentos cardíacos do bebê) e a intra parto (além dos batimentos cardíacos, avalia os movimentos do bebê e as contrações do útero da mãe durante o parto). Há também a possibilidade de fazer este exame quando há risco de parto prematuro.

A contagem dos movimentos fetais deve ser indicada em todas as gestantes de alto risco. Porém, o uso deste método em gestações de baixo risco pode gerar ansiedade nas gestantes, acarretando na realização de procedimentos desnecessários.

Como é feito a Cardiotocografia?

cardiotocografia interpretação

O exame é feito com a grávida sentada ou deitada, em repouso. Foto: Extra-watch

São colocados dois cintos elásticos com sensores na barriga: um para captar os batimentos cardíacos de bebê e outro para captar a frequência e a intensidade das contrações uterinas. No caso de gravidez múltipla haverá um sensor especial para cada coração.

Esse método utiliza um estímulo sonoro no abdome da mãe com uma fonte com frequência de 500 a 1.000 Hz para verificar a reação do bebê.

As informações obtidas pelos sensores são transmitidas para um papel ou a um monitor de computador, que registram a informação captada em forma de gráfico. Ainda, pode-se pedir à grávida que aperte um botão cada vez que ela sentir um movimento do bebê.

O exame pode ser feito durante 10 a 20 minutos quando se quer uma avaliação ambulatorial do bebê, ou ser usado durante o trabalho de parto sempre que necessário para avaliar se o bebê não está apresentando sinais de sofrimento e se está recebendo oxigênio suficiente.

O exame não é invasivo e totalmente INDOLOR!

Cardiotocografia – Monitoração Fetal

Foto: Parents.ru

Este exame pode ser realizado de três formas:

  • Basal: é feita com a mulher em repouso, sem estímulos, apenas observando os padrões de movimentos e batimentos cardíacos;
  • Estimulada: pode ser feita nos casos em que é necessário avaliar se o bebê irá reagir melhor após algum estímulo, que pode ser um som, como de uma buzina, uma vibração de uma aparelho, ou toque do médico;
  • Com sobrecarga: neste caso, o estímulo é feito com uso de remédios que podem intensificar a contração do útero da mãe, podendo-se avaliar o efeito desta contrações no bebê.

Quando fazer a Cardiotocografia?

A avaliação dos batimentos cardíacos com procedimentos mais simples são realizados ao longo da gravidez nas consultas do pré-natal. No entanto, A cardiotocografia é realizada em várias situações:

  • Quando, no último trimestre da gravidez, a gestante acreditar que o bebê parou de mexer ou está mexendo bem menos;
  • Durante o trabalho de parto, para averiguar a frequência e a intensidade das contrações e ao mesmo tempo avaliar as condições do bebê;
  • Quando a gestação passa de 40 semanas, para ter certeza de que o bebê continua bem enquanto se espera o início natural do trabalho de parto;
  • Quando a futura mamãe tem alguma doença ou complicação (hipertensão, diabetes gestacional, anemias, cardiopatias, doenças reumatológicas, trombofilias);
  • Quando a bolsa rompe antes da 37ª semana de gestação;
  • Quando há suspeita de infecção dentro do saco gestacional;
Cardiotocografia

Foto: Nemzeti

A frequência com que este tipo de exame deve ser feito varia de acordo com o motivo pelo qual ele está sendo pedido, e é comum que ele seja realizado várias vezes:

  • Para avaliar a movimentação do bebê, em caso de ter diminuído – só até o exame detectar que está tudo bem;
  • Depois das 40 semanas – a cada 48 horas;
  • Doenças maternas – semanalmente ou a cada três dias, dependendo da doença, a partir de 36 semanas de gestação ou antes, se determinado pelo obstetra.

Cardiotocografia fetal- Onde fazer?

O exame deve ser feito no hospital/ maternidade, em clínicas ou unidades de obstetrícia, que contenham aparelhos e médicos preparados para este tipo de exame.

Sofrimento fetal

Cardiotocografia - O que é, quando fazer?

Foto: VisãodeIlitia

Os sinais que a CTG pode detectar e que significam sofrimento do bebê são:

  • Taquicardia fetal: FCF (Frequência Cardíaca Fetal) acima de 160 batimentos por minuto, e que assim permanece;
  • Bradicardia fetal: FCF do bebê que permanece abaixo de 110.
  • Variabilidade diminuída na frequência cardíaca: O saudável é que a FCF varie. Por exemplo, os batimentos aumentam cada vez que o bebê se mexe ou que há um barulho forte, e caem cada vez que acontece uma contração. Se a FCF fica constante, aparecendo uma reta no gráfico, isso é sinal de sofrimento fetal;
  • Desacelerações na frequência cardíaca: São quedas significativas na FCF. Se a frequência se mantiver abaixo de 100 batimentos por minuto por mais de 15 minutos, passa-se a observar novas repetições. Desacelerações seguidas de frequência após o fim das contrações, por exemplo indicam que o oxigênio do bebê está diminuindo. Outro tipo de desaceleração existente, porém mais curta, pode sinalizar que o cordão umbilical está enrolado no pescoço do bebê.

Leia mais: Amniocentese – Preço do Exame

Caso detectado o sofrimento fetal, seu médico obstetra tomará as corretas providências para realizar o

 o mais rápido possível, porque o bebê terá melhores condições fora do útero.

As verificações feitas durante a cardiotocografia faz parte de um conjunto de avaliações da vitalidade fetal, assim como outros realizados durante o pré-natal, como ecografia, ultrassom com doppler (que mede a circulação de sangue na placenta) e o perfil biofísico fetal (que faz vários cálculos para observar o correto desenvolvimento do bebê).