Síndrome Alcoólica Fetal: O que é, Fases, Efeitos, Riscos e Incidência

O consumo de álcool na gravidez pode provocar danos sérios e permanentes no bebê, afetando-o por toda a vida


Conheça os riscos da Síndrome Alcoólica Fetal e como isso pode prejudicar o bebê em formação no ventre materno.

O que é Síndrome Alcoólica Fetal (SAF)?

A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) trata-se da condição mais grave provocada pelo consumo de álcool por gestantes, resultando em danos permanentes no sistema nervoso central do bebê, além de causar anomalias nas feições do rosto e baixo crescimento no útero e após o nascimento.

Isso ocorre porque o álcool presente nas bebidas atinge facilmente a placenta e a corrente sanguínea, afetando o feto em desenvolvimento. Apesar de o organismo da mãe ser capaz de eliminar o álcool do sangue duas vezes mais rápido que o bebê, os órgãos do feto ainda não estão preparados para realizar essa tarefa, causando danos já nas primeiras semanas da gestação.

   

Mesmo que, em alguns casos, a criança venha a nascer sem nenhum tipo de problema aparente, poderá vir a apresentar complicações após alguns anos de vida devido ao consumo de álcool pela mãe.

sindrome alcoólica fetal
(YENİ.MOBİ)

 Fases do Desenvolvimento fetal

A primeira fase de gravidez (primeiro semestre) é o período em que o bebê se encontra mais vulnerável ao consumo de álcool pela mãe, pois é quando ocorre a divisão celular, fazendo com que qualquer alteração prejudique a criança.

Nas primeiras semanas de gestação, as células do feto estão se dividindo e a placenta começa a ser formada. O consumo de álcool nessa etapa pode alterar as funções dos genes e causar danos permanentes, como crescimento atrofiado e hiperatividade.

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Ao segundo mês se inicia o desenvolvimento dos membros, boca, nariz e olhos, além da formação do sistema nervoso. No final do terceiro mês, todos os órgãos internos do bebê estarão formados. Ingerir álcool nesse período pode causar mudanças nas estruturas cerebrais do bebê, trazendo o risco de a criança apresentar sérios problemas mentais.

Na segunda fase do desenvolvimento do feto (dos 4 aos 6 meses), os exames pré-natais podem identificar com maior precisão se há alguma alteração no desenvolvimento do bebê e, nessa etapa, a ingestão de álcool ainda pode provocar um aborto.

Ao chegar na última fase da gestação, os órgãos internos do bebê ainda estão crescendo e os ossos ganham resistência. O álcool ingerido durante essa fase pode resultar em um parto prematuro.

sindrome alcoólica fetal e a aprendizagem
(Deti)

Riscos do álcool na gravidez

É cientificamente comprovado que o consumo de álcool na gravidez pode causar danos irreversíveis para o feto que está em formação no útero da mãe. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) os efeitos prejudiciais mais comuns vão desde malformações no corpo e órgãos do bebê até a incapacidade de ele apresentar um desenvolvimento normal.

Estudos ainda mostram que a absorção de vitamina A pelo feto também é prejudicada, o que aumentam os riscos de o bebê sofrer uma infecção.

 Efeitos do álcool no organismo

O álcool causa efeitos a médio e longo prazo no organismo, afetando as funções cerebrais e o sistema nervoso. Também prejudica o coração, o aparelho digestivo (fígado, rins, pâncreas, esôfago) e pode causar anemia megaloblástica (quando não há glóbulos vermelhos suficientes para o transporte do oxigênio).

Ainda não foi estabelecida qual a quantidade mínima de álcool no organismo que resulta na Síndrome Alcoólica Fetal e os prejuízos causados ao bebê dependem também do período da gestação em que houve o consumo da bebida alcoólica.

 

Características da Síndrome Alcoólica Fetal

Entre as características mais evidentes que os bebês nascidos com a Síndrome Alcoólica Fetal podem apresentar têm relação com alterações nas características faciais e o déficit de crescimento. Abaixo segue a lista com as principais características da Síndrome:



  • Tamanho reduzido do nariz e maxilar
  • Lábio superior bem fino
  • Microcefalia
  • Má-formação dos órgãos (coração, rins, pulmões)
  • Coordenação motora afetada
  • Distúrbios comportamentais
  • Baixo ganho de peso
  • Dificuldade de socialização
  • Convulsões
  • Alterações na visão e audição
síndrome do álcool fetal irresponsabilidade
(Biomedical Picture)

Além dos problemas apresentados acima, a criança afetada pela SAF geralmente passa por dificuldade de aprendizado na fase escolar, apresentando dificuldade de manter a atenção e memorização.

Diagnóstico e tratamento

Por não existir um exame específico para diagnosticar a Síndrome, pode haver dificuldade em realizar o diagnóstico preciso. Por isso, é levado em conta o histórico materno em relação ao consumo de álcool, além de uma avaliação clínica geral baseada em alterações físicas e acompanhamento no desenvolvimento da criança.

Em relação ao tratamento, apesar de não haver uma cura para a Síndrome Alcoólica Fetal, é possível que ela seja tratada com medicamentos com finalidade de amenizar alguns dos sintomas.

A fisioterapia é indicada para problemas relacionados à coordenação motora e, no caso de alterações comportamentais ou transtorno mental, é necessário um acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, respectivamente.

sindrome alcoólica fetal incidencia
(Enciclopedia)

Incidência no Brasil

O Brasil é um dos maiores consumidores de bebidas alcoólicas no mundo e, entretanto, não há no país um programa específico para alertar e prevenir Síndrome Alcoólica Fetal. De acordo com o Ministério da Saúde, a quantidade de bebês nascidos vivos que apresentam a Síndrome no país corresponde a 1 em cada mil.

Pesquisas realizadas pela The National Organization on Fetal Alcohol Syndrome apontam que o número de crianças afetadas pela SAF no mundo todo é de aproximadamente 40 mil.

síndrome alcoólica fetal incidência
(Motherblog)

Beber cerveja amamentando faz mal ao bebê

De acordo com pesquisadores, o consumo de álcool por lactantes não é recomendado, pois pode prejudicar o sono da criança, aumentar o risco de refluxo e acabar atrasando o processo de desenvolvimento motor.

Por conta disso, o ideal é que a mãe que está amamentando o seu bebê evite ao máximo beber cerveja ou outra bebida alcoólica e, caso deseje tomar um copo eventualmente, aguarde até que o bebê complete seis meses de vida.

A quantidade de cerveja indicada para consumo ocasional é de até 350 ml. É importante salientar que, como a bebida chega ao leite materno de 30 a 60 minutos após a ingestão, o mais seguro é aguardar pelo menos 2 horas para amamentar o bebê, período em que o álcool já foi metabolizado pelo organismo.

Síndrome Alcoólica Fetal: O que é, Fases, Efeitos, Riscos e Incidência
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