O que é episiotomia? Quando fazer?

Episiotomia é o nome dado ao corte realizado na região do períneo durante o parto normal, para tornar mais fácil a saída do bebê. No entanto, já tem algum tempo que este assunto vem sendo debatido: afinal, é realmente necessário fazê-lo ou há abuso por parte dos médicos? Veja a seguir algumas informações importantes de saber antes do nascimento do bebê:

A polêmica em torno da episiotomia

Muitos dizem que é abuso e desrespeito à mulher. Outros dizem que o procedimento é realmente necessário. O fato é que a episiotomia, que mais especificamente é o corte feito na área entre a vagina e o ânus tem provocado discussões.

A ideia da ampliação do canal vaginal para facilitar a chegada ao mundo do bebê surgiu no século 18. Porém, somente a partir da década de 1950 é que começou a se difundir. Com a popularização da anestesia e da esterilização, a técnica passou a ser vista como uma maneira de evitar inclusive maior lesão perineal e sofrimento do bebê. O cenário começou a mudar em 1960 e 1970 com os movimentos pelo parto humanizado.

Foto: telegraph.

Foto: telegraph.

A episiotomia no Brasil

Em 1996, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recrutou médicos de vários países para uma análise mais detalhada da situação. A conclusão classificou a episiotomia em “práticas frequentemente utilizadas de modo inadequado”.

No Brasil, pesquisas já mostraram que cerca de metade das mulheres que fazem parto normal acabam sendo submetidas à epidemiologia.

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Quando é indicada?

A episiotomia é indicada quando a mulher possui rigidez no períneo, quando o bebê está sentado, quando há sofrimento fetal e excesso de peso do bebê. Também em parto de crianças prematuras, que não possuem a cabeça totalmente formada. Os sinais de que a mulher vai precisar passar pelo procedimento são percebidos ainda durante o pré-natal, e ela precisa ser avisada.


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