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Tipos de autismo infantil

Conheça os diferentes tipos de autismo infantil, seus sintomas e como diagnosticá-lo.

O autismo é um distúrbio neurológico infantil que, felizmente, tem recebido bastante atenção. Com novas pesquisas sendo realizadas ao redor do globo, tem-se descoberto novos fatores causadores do transtorno e também novas formas de tratamento e diagnóstico do autismo em suas diversas manifestações. Nos EUA já é possível a realização de diagnóstico precoce em bebês com menos de 1 ano em alguns centros de tratamento. Aqui no Brasil, a média de idade em que se realiza o diagnóstico de autismo em crianças é de 3 anos de idade.

Pesquisas recentes também apontam uma nova taxa de incidência do autismo no mundo, por ter aumentado o número de crianças diagnosticadas. Anteriormente, de 1 entre cada 100, a incidência seria na verdade de 1 entre cada 45 crianças, sendo quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas. O transtorno não é tão raro como se pensava antigamente, e hoje merece inclusive ter seu dia próprio: o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado todo dia 2 de abril.

Outra mudança é que hoje já não se entende o autismo como uma coisa só, nem como doença. De acordo com a nova classificação dos Transtornos do Neurodesenvolvimento proposta pela quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), de 2013, o que existe é o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

tipos de autismo

Conheça os diferentes tipos de autismo (Foto: rtcg.me)

Na edição anterior do Manual da Sociedade Americana de Psiquiatria (APA), e de acordo com o código internacional de doenças da Organização Mundial da Saúde (CID-10/OMS), o grupo dos “Transtornos Invasivos (Globais) do Desenvolvimento” incluía Autismo Infantil, Síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância, Autismo Atípico e Síndrome de Rett. Hoje esses distúrbios não existem mais como diagnósticos separados, e o Transtorno do Espectro do Autismo engloba todos eles com exceção da Síndrome de Rett – uma síndrome degenerativa causada por mutação genética.

   

Isso significa que aquilo que comumente chamamos de autismo é na verdade um amplo espectro de desordens que inclui diferentes níveis de dificuldade e funcionamento. O comprometimento do desenvolvimento neurocognitivo da criança pode ser grave e estar associado a deficiência mental, como no caso do autismo não-verbal – ou pode ser muito leve, de forma que a pessoa possa levar uma vida muito próxima ao normal e até apresentar traços de genialidade, como é o caso dos portadores da Síndrome de Asperger.

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Saiba mais sobre o espectro do autismo com o Dr. Drauzio Varella:

Sintomas fundamentais do autismo

Segundo o neuropediatra José Salomão Schwartzman, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o que todas essas desordens têm em comum, e que as coloca dentro do espectro do autismo, é um certo tipo de comportamento baseado em uma tríade de dificuldades:

  • dificuldade em ter consciência do outro como pessoa – que se traduz em dificuldade de interação social, dificuldades afetivas, dificuldade de compreender os códigos sociais;
  • dificuldades de comunicação e com a linguagem – pode se manifestar em atrasos na fala, problemas com o uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldades de aprendizado, o uso de gestos e não da linguagem verbal para se comunicar;
  • padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades – comportamentos que vão desde ficar horas fazendo o mesmo movimento a querer usar sempre a mesma roupa.

Qualquer criança que apresente esses três sintomas, em maior ou menor grau, é caracterizada como autista.



espectro do autismo

(Foto: Very Well)

 

Os tipos de autismo

O Transtorno do Espectro do Autismo prevê três níveis classificatórios: leve, moderado e grave. Essas classificações dependem da intensidade dos déficits sociais e de comunicação da criança, do tipo de comportamentos repetitivos e restritivos que apresenta, e de como ela é impactada por essas características. A classificação de cada criança em cada nível de gravidade está longe de ser um processo diagnóstico simples.

Autismo tem cura?

O autismo não tem cura, mas a intervenção precoce e o tratamento podem melhorar drasticamente o funcionamento de uma criança, não importa que tipo ou grau de autismo ela tenha. Por isso, quanto antes a criança autista for diagnosticada, melhor. Hoje existem diversas formas de tratamento e estímulo que permitem que crianças com TEA desenvolvam habilidades fundamentais para sua reabilitação.

Se quiser saber mais sobre autismo infantil e o Transtorno do Espectro do Autismo, você pode encontrar mais informações e orientação nas páginas da Associação de Amigos do Autista (AMA) e da Associação Brasileira de Autismo (ABRA).

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