Pai ausente: Quais as consequências?

Pai ausente, quais as consequências? Na hora de criar um filho, ambos os pais exercem papel fundamental na vida da criança. Afinal, são inúmeros os percalços para ter sucesso nessa missão e, até hoje, ninguém descobriu uma fórmula mágica.

No entanto, as mães, geralmente, possuem uma relação mais forte com seus filhos, talvez por tê-lo carregado em seu ventre, ou por diversas questões.

Por isso, muitos pais, em alguns casos até morando com o filho, acabam se tornando ausentes e prejudicam o crescimento saudável da criança.

Pai ausente – Quais as consequências? 

A ausência da presença paterna é capaz de causar sérios danos, como possíveis transtornos psicológicos. A prova disso é uma pesquisa realizada com mais de 5 mil crianças pela psicóloga australiana Melissa Wake.

Segundo ela, a obesidade infantil e o sobrepeso são problemas com maior ocorrência em crianças que não possuem uma relação satisfatória com os pais.

Pai ausente - Quais as consequências?

Muitos acreditam que isso ocorre porque, culturalmente, a figura masculina é aquela que deve impor limites ao filho.

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Outra pesquisa, essa realizada pelo norte americano Bruce Ellis, mostra que pais ausentes fazem com que meninas tenham um amadurecimento mais acelerado. Segundo ele, garotas que contam com uma família sólida e próxima tendem a ter a primeira menstruação no período mais próximo do correto.

Já as que possuem pais ausentes e famílias desestruturadas costumam menstruar precocemente. Para obter esses dados, o psicólogo acompanhou a rotina de 173 jovens com idade pré-escolar até a sétima série.

Outros problemas como falta de auto confiança também podem ser resultado de uma infância com pouca presença do pai.

Afinal, é difícil para uma criança adquirir amor próprio e confiar em si mesmo se nem o próprio pai faz isso. Além disso, é possível que a pessoa cresça sem conseguir confiar em outras pessoas, pois acham que se não podem contar nem com suas principais referências, é impossível acreditar em qualquer outro indivíduo.

A questão não é exatamente o quanto tempo se passa com o filho, mas a qualidade desses momentos juntos.

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Foto: ThePollackLawFirm

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É importante que o pai demonstre uma preocupação verdadeira com o que acontece na vida do filho, que acompanhe sua rotina e que demonstre empatia pelos problemas que estão sendo enfrentados por ele.

A questão é não descuidar e nem achar que não é missão do pai acompanhar a vida de um filho. Apesar de não existir receita mágica, carinho, amor e respeito fazem bem a todo mundo e podem ser o diferencial para que uma pessoa cresça saudável e feliz.

Claro que nem sempre é possível estar com ele todo o tempo desejado, mas o fundamental é demonstrar afeto e preocupação e fazer com que cada segundo de convivência valha a pena.