15 alimentos para produzir mais leite materno

Entenda como a dieta da mãe afeta diretamente a qualidade e a produção do leite materno


A amamentação é tão importante que possui até uma semana especial no calendário mundial: do dia 1 ao dia 7 de agosto é promovida a Semana Mundial da Amamentação, criada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e adotada pelo Ministério da Saúde aqui no Brasil. Veja 15 alimentos para produzir mais leite materno:

Várias mamães se preocupam com a produção de leite, se realmente estão produzindo o suficiente. Isso porque podem sentir que o leite está diminuindo, ou o seu bebê não está ficando satisfeito.

O leite materno é muito mais do que uma opção de alimentação para o bebê, pois contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o seu bebê necessita para ser saudável.

   

Além disso, contém determinados elementos que as fórmulas em pó existente atualmente não conseguem incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos. É por isso que o leite materno protege o bebê de certas doenças e infecções.

Para o Ministério da Saúde, a amamentação é o primeiro direito do recém-nascido e o órgão recomenda que os bebês recebam esse alimento de forma exclusiva durante os primeiros seis meses de vida.

como produzir leite materno na gravidez
Alguns alimentos são essenciais para que a mulher comece a produzir leite materno na gravidez

15 alimentos para produzir mais leite materno

De acordo com a nutricionista Aline Coelho, pós-graduada em Terapia Nutricional Aplicada e Nutrição Humana, Personal e Professional Coach, amamentar é um ato natural e constitui a melhor forma de alimentar, proteger e amar o seu bebê. “Trata-se de um processo fisiológico, natural, mas que precisa ser aprendido”, comenta Aline, descrevendo ainda que o aleitamento materno protege as crianças de:

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  • Otites;
  • Alergias;
  • Vómitos;
  • Diarreia;
  • Pneumonias;
  • Bronquiolites;
  • Meningites.

Outras vantagens do leite materno para o bebê: melhora do desenvolvimento mental; ele é mais facilmente digerido; promove o estabelecimento de uma ligação emocional, muito forte e precoce, entre a mãe e a criança, designada tecnicamente por vínculo afetivo. “Atualmente, sabe-se que um vínculo afetivo sólido facilita o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com as outras pessoas, e o ato de mamar ao peito melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes”, complementa a nutricionista.

Importância da alimentação da mãe

Conforme esclarecimentos médicos e de nutricionistas, tudo o que a mãe consome acaba influenciando no leite materno. “Por isso, a orientação é manter uma dieta equilibrada e beber muito líquido durante o período. O consumo de álcool e cigarros é totalmente contraindicado”, explica Aline Coelho.

Se você sentir que a sua produção de leite materno diminuiu, procure conversar com o seu médico para ver qual foi o motivo. Entretanto, você mamãe, pode consumir alguns alimentos que estimulam a lactação, além de beber muita água.

Confira os 15 alimentos para produzir mais leite materno, segundo a nutricionista Aline Coelho:

  1. Sementes de Feno-grego – Alimento antigo, mas eficaz. Um dos alimentos mais antigos para o aumento na produção de leite materno;
  2. Sementes de Erva-doce – A erva doce também contribui para o aumento da produção de leite materno. Segundo algumas pesquisas, também pode prevenir a cólica no bebê;
  3. Alho – Se destaca por suas muitas propriedades curativas, entre elas está o aumento da produção de leite;
  4. Sementes de Cominho – Além de estimular a oferta de leite, melhoram a digestão e proporcionam alívio da prisão de ventre, acidez e inchaço;
  5. Sementes de Gergelim Preto – Excelentes fontes de cálcio e auxiliam a aumentar a produção de leite;
  6. Manjericão – Excelente fonte de vitamina K, ajuda na produção de leite e tem um efeito calmante, além de promover um apetite saudável;
  7. Sementes de Endro – Uma boa fonte de ferro, manganês e cálcio. Melhora a oferta do leite, digestão e sono;

    aumentar leite materno
    Foto: Huffington
  8. Legumes Vermelhos – São ricos em betacaroteno, benéfico para o bebê durante a amamentação. Ex: Tomate;
  9. Nozes e Castanhas – Fontes de Magnésio e ácidos graxos. Recomenda-se consumir com moderação, no máximo três unidades por dia;
  10. Aveia – Fonte de ferro, cálcio e fibras podem atuar em benefício da amamentação.
  11. Óleos e Manteigas – Azeite de oliva, óleo de linhaça e óleo de gergelim, são os óleos mais saudáveis para ajudar na amamentação;
  12. Salmão – Fonte de Ômega 3;
  13. Arroz Integral – As vitaminas nele presentes melhoram a quantidade e qualidade do leite;
  14. Iogurte – São importantes fontes de cálcio e vitaminas, essenciais na fase de crescimento, porém tente evitar os iogurtes cheios de açúcares e ingredientes artificiais;
  15. Lentilhas – Pode melhorar o abastecimento do leite. Também é rica em ferro e fibras.

De olho também na hidratação

Água, sucos naturais e água de coco fornecem a hidratação fundamental para fazer com que o corpo tenha matéria prima para aumentar o leite materno para as mamadas. “A ingestão de líquidos principalmente nos primeiros dias pós-parto é a melhor receita para que o leite materno apareça logo.



Lembre-se que o leite só poderá ser produzido se você ingerir muito líquido. O mínimo aqui são 2 litros de água, a recomendação é que seja em torno de 4 litros, ok?”, aconselha a nutricionista Aline.

Segundo a especialista, o ideal é se hidratar durante a amamentação, alternando entre água e ou suco natural por dia. “O bebê nasce com o instinto de sucção instintiva, dar o peito para que o bebê sugue o quanto quiser faz com que o leite venha também”, lembra.

A nutricionista dá uma dica de amamentação preciosa: a pega do bico do seio. “O bico e auréola devem estar todos dentro da boca do bebê. Se o bebê estiver com a maior parte da auréola na boca a pega está correta. Não deixe o bebê sugar somente o bico do peito, além de não sair o leite materno necessário, irá machucar a mamãe.

As glândulas que têm mais leite são as inferiores e por isso a pega da auréola é tão importante”, destaca.

Leia mais: 12 Dúvidas comuns sobre amamentação

amamentação
Foto: WorkingMother

Alimentação: o que evitar?

“Em princípio, a mulher que amamenta não precisa restringir nenhum alimento e deve manter uma dieta natural e saudável. Mas sabemos que assim como medicamentos, drogas e toxinas podem passar para o bebê por meio do leite, o mesmo acontece com os componentes da alimentação materna. Cada criança é única, e sempre existe a chance do seu filho apresentar alguma sensibilidade aos componentes de um alimento”, previne Aline.

Conheça alguns alimentos que podem afetar a produção de leite materno:

Chocolate: A maioria das mães pode comer chocolate sem exageros, mas devem sempre ficar atentas para possíveis efeitos negativos no comportamento do bebê. O chocolate contém teobromina, substância que pode provocar irritabilidade e diarreia no bebê se quantidades elevadas forem consumidas pela mãe;

Cafés, chás e refrigerantes: O café, chás, mate e refrigerante tipo cola em quantidade excessiva podem causar irritabilidade e padrão deficiente de sono. Se a mãe utiliza o café para se manter acordada, pode ser que ela perca a oportunidade de descansar enquanto o bebê dorme a tarde. Além disso, a cafeína tem efeito diurético e durante a amamentação a hidratação adequada é essencial para uma boa produção de leite;

como produzir leite materno
Foto: NimaStock

Bebidas alcoólicas: O consumo de bebida alcoólica pode reduzir a produção de leite. O etanol passa no leite materno nas mesmas concentrações presentes no sangue da mãe e quando comparados aos adultos, os recém-nascidos têm a metade da capacidade de metabolizar, ou seja, eliminar o etanol de seu corpo.

“Como não existem recomendações especiais para mães que amamentam, é bom evitar qualquer tipo de bebida alcoólica durante esta fase de extrema importância para a saúde do bebê”, adverte a nutricionista.

Leite e derivados: O bebê pode apresentar tanto intolerância à lactose como alergia à proteína do leite de vaca e seus derivados. Ao consumir laticínios a mãe passa pelo leite proteínas que podem causar alergias no bebê, pois seu sistema digestivo não é capaz de digerir as proteínas e seu sistema imunológico entende que essa proteína é um agressor ao organismo do bebê.

Na intolerância a lactose, um carboidrato do leite de vaca, o bebê não tem ou produz pouca lactase, uma enzima de digere a lactose que também é passada no leite materno.

No bebê amamentado, tanto a intolerância como a alergia ao leite de vaca podem causar sintomas parecidos como sangue nas fezes, diarreia, cólicas, assaduras e choro intenso.

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