Síndrome da angústia respiratória em bebês

Uma futura mãe que se vê diante de um parto prematuro deve se preparar para uma difícil e perigosa possibilidade, que deve ser identificada rapidamente para que o seu bebê possa se recuperar e ter apenas mais uma história para contar.

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O nome assusta e as suas características são preocupantes. A Síndrome da Angústia Respiratória (SAR), também conhecida como Doença da Membrana Hialina, afeta geralmente bebês prematuros e ocasiona uma dificuldade progressiva de respirar, podendo levar a criança à asfixia.

A incidência da doença, com alta taxa de mortalidade, costuma ser maior em bebês do sexo masculino e filhos de mães diabéticas. Crianças prematuras que nasceram entre o 6º e 7º mês de gestação também estão bastante propensas a desenvolver a doença.

Foto:VanessaFerreira

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O mal ocorre quando os alvéolos dos pulmões do bebê não permanecem abertos, algo fundamental para que ele seja capaz de respirar sem ajuda. Isso acontece por causa da produção baixa de surfactante – substância produzida pelos alvéolos quando os pulmões do bebê amadurecem, o que ocorre entre a 34ª e a 37ª semana de gestação.

Por esse motivo, como tentativa de evitar a doença e outros problemas respiratórios, quando o parto prematuro não pode ser adiado geralmente é administrado uma dose de corticoide, que incentiva o pulmão do bebê a produzir surfactante.

Diagnóstico e tratamento

O bebê com SAR precisa de um diagnóstico rápido e tratamento imediato, já que as consequências podem ser fatais. A doença pode se mostrar traiçoeira: os primeiros sinais aparecem apenas horas após o bebê nascer, impossibilitando a identificação já no momento do nascimento.

Entre os primeiros sintomas da SAR estão grunhidos do bebê, hipotermia, edemas nas mãos e pés e diminuição da urina produzida; que podem evoluir para sintomas de asfixia mais graves, apneia e alteração da cor da pele para algo acinzentado, resultado da mudança da distribuição do sangue pelo corpo do bebê.

Entre as complicações que podem surgir estão pneumonia, enfisema pulmonar e infecções respiratórias crônicas.

Foto: Scienceofcaring

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Mas nem tudo são más notícias: quando identificado no momento certo – com permanência na UTI Neonatal – e com tratamento correto, em cerca de quatro dias o bebê pode começar a

apresentar uma evolução positiva.

Mesmo assim, infelizmente o bebê que passou pela SAR pode apresentar algumas sequelas que poderão ser levadas por toda a vida, como insuficiência respiratória, problemas cardíacos, asma e até mesmo algum comprometimento neurológico. O acompanhamento médico deve persistir por toda a vida do bebê.


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