Altura do bebê quando crescer

Qual será a altura do bebê quando crescer? Descubra!

Gravidez saudável, incluindo uma boa nutrição materna, e um ambiente intrauterino sem anormalidades. Herança genética e aleitamento materno. Estes são alguns dos fatores que influenciam o tamanho do bebê desde o nascimento até os 30 primeiros meses de vida. Acrescentamos à lista a qualidade do sono e a prática de exercícios físicos regulares.

Mamães e papais, acreditem, nem só de genética a altura do seu filho dependerá! É claro, o fator genético é muito forte e contribui em até 90% do crescimento do seu bebê. Mas acreditar que se os pais forem altos, os filhos serão, ou se os pais são baixos, os filhos tendem a ser não é de todo correto.

Altura do bebê quando crescer 

A curiosidade ou até a preocupação dos pais com o crescimento e com o desenvolvimento dos seus filhos, em algum momento, é comum. E, na maioria dos casos, a expectativa dos pais – que chega a ser um desejo – é de que os filhos tenham uma estatura mediana (nem muito baixos e nem muito altos). Por isso, é importante saber que existem muitos fatores e que eles podem agir de forma isolada ou em conjunto. Confira os principais:

Fator genético: a herança genética é responsável por até 90% da altura de uma pessoa;

Fator alimentação: crianças que não se alimentam de forma correta não terão um bom desenvolvimento e, é muito provável, que ela cresça menos que uma criança que come bem. Substituir os doces, frituras e refrigerantes por leite (e derivados) e ingerir muitas frutas, verduras e legumes é um bom começo;

Foto: Notonthehighstreet

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Fator patológico: bebês que já nasceram com alguma deficiência podem ter problemas de crescimento. Entre os exemplos estão as doenças celíacas e as desordens intestinais graves;

Fator sono: a qualidade do sono é fundamental. Criança que não dorme a quantidade indicada para a idade pode crescer menos. Isso porque grande parte do hormônio do crescimento é liberada no organismo durante a noite;

Fator emocional: este é um fator que requer muita atenção dos pais e/ou responsáveis e sensibilidade para compreender que episódios que gerem tensões e traumas, ou ainda, alguns tipos de maus-tratos à criança podem interferir no seu crescimento.

Que tamanho meu filho terá quando crescer?

Tendo em vista que os fatores que influenciam a altura do bebê quando crescer são vários e até mesmo antes do nascimento, vamos aos fatos: se a sua gestação foi saudável em todos os quesitos e você não tenha nenhum fator genético que impeça o desenvolvimento, muito provavelmente, seu filho nascerá com 50 centímetros. Existe uma variação de 47 a 52 cm. Mas a média é 50 cm.

Já vimos que o fator genético – que responde por cerca de 90% da altura de uma pessoa –, define o potencial de crescimento dela. Potencial não é o mesmo que valor real. E isso também é em longo prazo. Ou seja, este tamanho (herdado dos pais) pode não ser visto no nascimento, mas apenas mais tarde.

Logo, se tudo correu bem até aqui, seu filho estará dentro da média de desenvolvimento e de crescimento. Tendo uma altura entre 1,60 e 1,70 m (mulher) e 1,70 e 1,80 m (homem). Mas isso é muito relativo. O mais importante é ter saúde física e psicológica – principalmente, para o caso de ouvir “piadas” relacionadas a adultos “baixinhos ou muito altos”. Quando as “brincadeiras” fogem do controle, medidas precisam ser tomadas.

Foto: List.ly

Foto: List.ly

Calculando o potencial genético dos filhos

Existem diversas contas e cálculos que fazem estimativas sobre o quanto seu filho irá crescer. Mas, como o próprio nome diz, são estimativas que calculam o potencial genético da criança. Então vamos lá:

Os cálculos devem ser feitos em centímetros.

Para saber a altura que sua filha terá, some a altura do pai + a altura da mãe e subtraia o valor “6,5”. Depois, divida o resultado por 2. Acrescente ou diminua do valor final o número 10 (isso dirá o mínimo e o máximo que ela poderá ter).

Para saber a altura que seu filho terá, some a altura do pai + a altura da mãe e acrescente o valor “6,5”. Depois, divida o resultado por 2. Acrescente ou diminua do valor final o número 10 (isso dirá o mínimo e o máximo que ele terá).

Entenda melhor:

Exemplo para o caso da filha. 180 (pai) + 160 (mãe) = 340 – 6,6 = 333,5 /2 = 166,7. Acrescentando ou diminuindo o numeral 10, ela terá mínimo de 156,7 cm e máximo de 176,7 cm.

Exemplo para o caso do filho. 180 (pai) + 160 (mãe) = 340 + 6,6 = 346,5 /2 = 173,2.  Acrescentando ou diminuindo o numeral 10, ele terá mínimo de 163,2 cm e máximo de 183,2 cm.

A brincadeira é legal, não é? Mas é bom reforçar que é uma estimativa e que alguns médicos aceitam como potencial genético de crescimento e não fator determinante.

Também é bom esclarecer que o crescimento de uma criança não é linear e em algumas fases da vida dela pode ser mais lento ou mais acelerado. Geralmente, o crescimento esperado em cada fase dos primeiros anos de vida acontece da seguinte forma:

tabela altura do bebêHormônio do crescimento: quando usar?

Já falamos que a gestação saudável, o aleitamento materno, a boa alimentação, a qualidade do sono e as atividades físicas – em especial os exercícios ao ar livre e as brincadeiras da primeira infância – favorecem o desenvolvimento e o crescimento de uma criança, permitindo a ela utilizar-se de todo o potencial genético que recebeu. Pois bem, se mesmo assim os pais acham que a criança apresenta problemas de crescimento, o pediatra deverá ser consultado e cabe a ele indicar um especialista, se necessário.

Apenas um especialista – baseado em consultas clínicas e exames específicos –, poderá afirmar se a criança tem problema para crescer ou cresce demais para a idade (são poucas essas situações). Somente dele (ou equipe) virá o diagnóstico prescrevendo a introdução do hormônio do crescimento a uma criança.

Liberado por uma região do cérebro chamada hipófise, o hormônio do crescimento segue para o fígado, onde libera outro hormônio, chamado IGF-I, que tem, entre outras funções, aumentar a massa muscular e a óssea. Em crianças com a deficiência, nenhuma parte desse processo acontece porque o organismo não libera o hormônio.

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tabela de altura

Foto: Parents

Não é um diagnóstico fácil. Isso porque até os dois anos de vida, o hormônio do crescimento atua como fator secundário no desenvolvimento – deixando a alimentação e a qualidade do sono, por exemplo, serem mais determinantes. Mas, a partir dessa idade os casos começam a surgir.

É preciso muita investigação: potencial genético, hábitos alimentares e, depois de descartados estes fatores, começam os exames como, raio X das mãos e dos punhos – para medir a idade óssea – se o atraso for muito grande, a criança fará uma ressonância magnética e depois uma tomografia. Existe ainda um exame chamado IGH – teste que tenta estimular a liberação do hormônio. Se o resultado for acima de sete, significa que a criança não tem esta deficiência. Se der negativo, o exame é refeito.

Se todos os resultados, incluindo o teste IGH mostrarem a presença da doença, o tratamento deve ser iniciado. Os exames costumam ser caros e o tratamento também, por isso existem programas do governo que cobrem as despesas.11

É bom reforçar que cada ser humano tem suas variações e que as fórmulas de calcular peso e tamanho são estimativas e podem não servir para todos. Outra questão é que automedicação é a pior forma de solucionar um problema. Teve dúvidas, consulte o pediatra. Converse com ele e exponha seus receios e lembre-se “dar diagnóstico” é função do especialista.